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Hélio Oiticica e a sua marcante participação na história da arte brasileira

Hélio Oiticica e a sua marcante participação na história da arte brasileira

Hélio Oiticica, nascido no Rio de Janeiro em 1937, foi um pintor, escultor e artista performático, considerado um dos maiores artistas da história da arte brasileira.

Hélio iniciou, em 1954, com o seu irmão, César Oiticica, seus estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Nesse mesmo ano, ele escreveu seu primeiro texto sobre artes plásticas, e, a partir daí, tornou-se um hábito a realização de registros escritos sobre a arte e sua produção.

Reconhecido pelo seu experimentalismo e sua inventividade, Hélio buscava sempre fundir a arte com a vida. Seus experimentos, que contavam com uma ativa participação do público, em sua maioria, eram acompanhados de produções teóricas, com a presença de textos, comentários e poemas.

Uma das primeiras obras do artista é a série de guaches sobre papel denominada, apenas nos anos 1970, de Metaesquemas. Iniciada em 1957, essa série, segundo Hélio, é importante por já apresentar o conflito entre o espaço pictórico e o extra pictórico, prevendo a posterior superação do quadro. Dessa forma, em 1959, é marcada a transição do artista da tela para o espaço ambiental, que ocorre na sua obra Bilaterais, e, também, com os Relevos Espaciais, que são suas primeiras obras tridimensionais.

Em 1964, Hélio inicia as chamadas Manifestações Ambientais. Quando, na abertura da mostra Opinião 65, seus amigos integrantes da escola de samba Mangueira são impedidos de entrar, Hélio protesta e acaba sendo expulso do Museu. Assim, decide realizar uma manifestação coletiva, em frente ao museu, na qual os Parangolés são vestidos pelos amigos sambistas. Hélio participou da edição seguinte da mostra Opinião, a 66, e também da Nova Objetividade Brasileira, onde apresentou a manifestação ambiental Tropicália.

De acordo com o crítico Celso Favareto, é possível identificar duas fases na obra de Hélio: uma mais visual, que vai de 1954, com a arte concreta, até 1963, com a formulação dos Bólides, e outra sensorial, que continua até 1980.

Após seu falecimento, é criado o Projeto Hélio Oiticica, em 1981, com o objetivo de preservar, analisar e divulgar sua obra. E, em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para manter todo o acervo do artista e deixá-lo disponível ao público, porém, em 2009, um incêndio, que ocorreu na residência de César Oiticica, destrói parte do acervo do artista.

Aqui você pode ver algumas obras do artista:

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