Angélica Dass, fotógrafa ativista

Angélica Dass, fotógrafa ativista

Colecionadora de fotos que revelam a diversidade de cores humanas, a fotógrafa Angélica Dass chega para o time da #referênciadasemana.

Angélica é formada em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em fotografia. É natural do Rio de Janeiro, mas atualmente reside em Madri, na Espanha.

Dass sabe bem como pequenas diferenças entre os tons de peles chegam a trazer diminuição e exclusão na sociedade. Com isso, para representar todas as cores, decidiu criar o Humanae Project.

O projeto foi iniciado em 2012, quando decidiu fotografar uma variedade de cores de pele, no estilo de foto 3×4. É retirado uma amostra colorida de 11×11 pixels de cada rosto, a cor coletada é usada no fundo da foto,onde é criado um código específico para alterar a pele humana para o Pantone. O banco de fotos da artista é vasto, com imigrantes que atravessaram o Mediterrâneo, pessoas de classe alta, sem-teto, estudantes da Suíça e das favelas do Rio de Janeiro.

``Entendo a fotografia como um diálogo do pessoal ao global; como um jogo em que os códigos pessoais e sociais são postos em riscos para serem reinventados, um fluxo contínuo entre o fotógrafo e o fotografado, uma ponte entre máscaras e identidades. Por esse motivo, eu elevo meu trabalho como uma ferramenta de exploração, questionamento e busca de identidade, para cada um e para os outros.” Diz Angélica em seu site.

Cada foto mostrou um tom de pele diferente, eliminando o clichê do “branco”, “preto” e “amarelo”. Trouxe representatividade e identidade social para todas as pessoas, mostrando que o que define o ser humano é a sua essência.

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